Singral Cimeiro - Campelo (Figueiró dos Vinhos) -Coordenadas: 40.04141/-8.23801 Altitude 673 Mts. -Com estação de Radioamador - Indicativo : CT1EIU
Mostrar mensagens com a etiqueta Colaboradores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Colaboradores. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Uma história...

Talvez porque goste de me sentir completa relativamente ao ser humano que sou, sinto um carinho muito especial por crianças, por velhos, por todos os animais, por árvores, enfim, pelos seres vivos que partilham comigo este belo planeta azul.

Nesta rota dos afectos, aconteceu-me, diversas vezes, ao longo da vida, repartir o coração com algumas crianças e animais que vagueavam por aí, sem eira nem beira, olhar amedrontado, à espera de um abraço amigo.

Tanto quanto me deu para perceber, ganhei muito mais do que o pouco que lhes dei.

A Antonieta, muitas histórias teria para vos contar sobre este assunto. Mas, hoje, porque a “novidade” a amedrontou e estarreceu, vem trazer-vos uma história muito recente e autêntica que sentiu absoluta necessidade de transmitir:

Conheço uma mãe solteira com dois filhos que, há mais de trinta anos, acompanho e que, como será de calcular, tem comido o pão que o diabo amassou para os criar. Deu-lhes um curso superior, apesar dos pesares…

Como um destes “rebentos” se perdeu, entretanto, pelas difíceis estradas da toxicodependência, recorreu a mim para que ajudasse. Lembrei-me que, melhor do que alguns euros, que logo serviriam para comprar mais umas doses, seria melhor recorrer ao saquinho do pecúlio que, sempre que me é possível, vou acrescentando com algumas peças de ouro “para o que der e vier”.

Deixando de parte, como é óbvio, alguma jóia de família, optei por um fio de ouro adquirido em Guimarães, num ourives credenciado, há cerca de dez anos, pelo qual tinha pago cerca de 20 contos (100€).

Pelo que se tem ouvido dizer, o ouro terá subido, desde então, pelo menos, duzentos por cento. Assim, quanto a mim, este fio de ouro, seria vendido por cerca de 400€, caso esta mãe o considerasse necessário para o sustento da família.

Porque precisava de sair para fazer umas compras, aproveitei a ocasião e levei comigo a referida jóia. Dirigi-me ao super-mercado da zona, comprei alguns detergentes, pão, café e leite, paguei uma conta de 52€ e, no regresso a casa, reparei que havia uma casa de grande aparato, com bem visível publicidade de compra de ouro – vidros foscos, como convém a estas coisas que preservam a intimidade do cliente, etc. etc.

Dentro, num pequeno balcão, uma “senhora” de aspecto sofisticado (como calculo que também convenha), recebeu-me muito bem, tendo referido, certamente por acaso, que percebia perfeitamente que estava perante uma pessoa de bem. Não sei como essas coisas se percebem à primeira vista... (mas, adiante!). Não me pediu identificação, não me pediu a prova de compra, nada!

Pegou na sua balancinha electrónica – foi a primeira vez na minha vida que assisti a um “ourives” usar este tipo de balança – e, depois de descobrir o “contraste”, o que fez com alguma dificuldade – disse:

- bom, vou fazer-lhe um preço especial: 49€!!!

Nem vou maçar-vos com alguns pormenores da conversa que dariam uma verdadeira anedota, se o motivo tivesse graça. Digo-vos apenas que me despedi e saí por aquela porta fora a uma velocidade inimaginável.

Hoje, a Antonieta, trouxe-vos esta história para contar, na esperança que sirva, pelo menos, para alertar alguém que tenha alguma reserva de ouro em casa.

Os tempos estão difíceis para todos. Vemos, ouvimos, lemos e não podemos ignorar que há por aí uns senhores governantes que nos andam a enganar. Não será mentira. Mas, além de necessitarmos ter muito cuidado com os os gatunos oficiais e com aqueles que nos roubam a carteira em plena avenida à luz do dia, precisamos, também, de estar muito atentos àqueles que estão a aproveitar estes tempos de penúria, usando os seus “estabelecimentos legalizados” para nos levarem o resto, isto é, aquilo que pensávamos ser a nossa segurança para os tempos piores!

Já agora, sempre vos digo, como tem chovido e há por este país fora muita ervinha, não se preocupem com a Antonieta. Por enquanto, ela há-de sobreviver (enquanto não vier a secura do verão e tiver de comprar uns fardos de palha…)

Abraços solidários

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O que é que gostarias de ser quando fores grande?


Viva, já faz muito tempo que andava para aqui a ruminar quando é que eu ia estrear a minha colaboração neste pasquim de trazer por casa, sim, porque fui convidada a participar, largando aqui umas bostas de vez em quando...para ajudar a adubar este quintal.
Por hoje limito-me a publicar um pequeno cartoon,que recebi aqui no meu curral mas que acho bonito para mostrar a vocês.

sábado, 3 de janeiro de 2009

ZONAS DE INTERVENÇÃO FLORESTAL (VALERÁ A PENA A ESPERANÇA?!!!)


Já sei, já sei!...
- “vale sempre a pena quando a alma não é pequena”

Mas, no caso, que tamanho tem a alma?
Será assim tão grande como o desprezo a que estão votados os nossos arvoredos, especialmente a Floresta privada?
Será antes do tamanho da nossa descrença relativamente a tudo o que é inovador?
Ou será ainda maior, isto é, da dimensão da nossa desconfiança relativamente a tudo o que emana do Governo?

Quando o assunto foi legislado e se começaram a realizar as primeiras reuniões de proprietários florestais, o eco que me foi chegando é que seria muito difícil implementar o sistema no centro e norte do País, onde as propriedades são, regra geral, de pequeníssima dimensão, os proprietários estão ausentes e desinteressados, por não tirarem dali qualquer proveito económico, mesmo no caso dos que se interessam minimamente pelo seu património e vão fazendo algum investimento.

Depois de veiculada a ideia de que haveria sanções para quem não cuidasse das suas parcelas, fiquei a pensar que talvez a implementação das ZIF’s ganhasse algum alento.
No entanto, não creio que alguém acredite que haja maior “sanção” do que esperar 40 ou 50 anos pelo crescimento das árvores e vê-las devoradas pelo fogo. Que autoridade poderia pôr em prática tal regime sancionatório sabendo que o proprietário florestal minimamente preocupado com a sua floresta, pouco ou nenhum proveito tira dela?
Além disso, toda a gente sabe que as autoridades têm muitos prevaricadores dos verdadeiros para fiscalizar (e seria mesmo muito ridículo que as armas se virassem precisamente para quem já tanto tem perdido). Se bem que, as “opiniões citadinas” que tenho apreciado sejam mesmo nesse sentido – “a floresta recebe subsídios chorudos da CE e do Estado Português, portanto, os proprietários florestais devem ser responsabilizados por não terem a floresta em condições”; esquecem-se, por certo que, quando, de passagem, resolvem piquenicar numa linda mata à beira de uma estrada a deixam, regra geral, pejada de papéis, plásticos, cigarros e demais porcarias combustíveis.

Entretanto, na minha boa fé, quando a ideia de uma ZIF em Campelo tomou forma, inscrevi-me de imediato no núcleo fundador tendo, desde então, tentado, dentro das minhas possibilidades, cooperar e chamar mais proprietários para a causa.
Participei em várias reuniões e em diversas aldeias. Debalde!

No dia 20 de Dezembro era a data marcada para a Audiência Final da Zona de Intervenção Florestal. Apresentou-se um grupo tão pequeno de proprietários que regressei a casa com a certeza de que não vai conseguir-se levar a bom termo esta iniciativa.
- Não obstante uma legislação muito favorável ao proprietário, ao ordenamento florestal e à defesa da floresta privada;
- Não obstante as ajudas existentes que, em determinados casos podem chegar à totalidade do investimento a fundo perdido;
- Não obstante o enorme empenhamento da Ficape e da Sra. Eng.ª Sónia (que tem sido incansável)
- Não obstante a necessidade.

Enfim, é Portugal no seu habitual deixa-andar!...

Maria Eduarda

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Ano Novo

ANO NOVO

Virás de manto realmente novo

Entre searas ardentes e mãos puras?

Poderemos enfim chamar-te novo,

Ano novo entre as tuas criaturas?


Deceparás enfim as mãos tiranas?

Será feita, enfim, nossa vontade?

Eu queria acreditar, vozes humanas,

Acreditar em ti, deus da verdade!


Como eu queria trazer-te a este mundo

(Mas onde te escondeste? Desde quando?)

Ó deus livre, sem espinhos, ó fecundo

Senhor do fogo alegre e não do pranto!


Ó ano novo, a minha esperança é cega.

Transforma em luz a nossa própria treva.


* Alberto de Lacerda (1928-2007)

(Por cortesia de Eduarda Campos)

terça-feira, 25 de novembro de 2008

sábado, 1 de novembro de 2008

Uma história simples de um simples funcionário público apanhado numa revolução

Uma pessoa que, até aos dezoito anos, não sabe o que é privar-se seja do que for, que vive no meio de uma família bem estruturada e economicamente estável que preza antes de tudo a boa educação, a honra e a disciplina e que, num momento, vê tudo isso ruir à sua volta, ficando obrigada a ocupar o lugar de chefe de família, se não sucumbir à modificação, torna-se, de um momento para o outro, num ser adulto capaz de resolver qualquer situação que se lhe depare. Foi o que aconteceu comigo. Foi uma vida muito difícil mas, nessa idade, as dificuldades económicas não são coisa que faça esmorecer a vontade de dar a volta à vida e de descobrir o mundo. Vivi alguns anos com relativa despreocupação e não me privei de todas essas alegrias que a juventude nos permite viver. Na verdade, nesses anos da juventude, a esperança de que tudo vai correr bem é uma certeza e facilmente se esquecem as preocupações. Atentos a todas as coisas novas que nos acontecem a cada passo, não nos resta muito tempo para parar e pensar nos dias passados. Tudo nos move para a frente, para o dia seguinte.

Aos vinte e três anos, terminados os estudos, entrei na vida profissional. Não sei se por sorte ou azar, num departamento do Estado onde o trabalho e a disciplina eram para levar a sério. Habituada como estava ao rigor da vida e ao cumprimento de deveres, não me foi difícil a adaptação. Curiosamente, em outros departamentos do mesmo Serviço havia procedimentos muito diferentes. Colegas com habilitações equiparadas às minhas auferiam o dobro do salário e tinham dois meses de férias. Aconteceu mesmo que fui chamada à atenção por cumprir rapidamente as tarefas que me eram destinadas. Diziam-me os colegas que eu me estava a evidenciar e que havia chefes que me apontavam como exemplo, o que para eles era muito aborrecido. Evidentemente que levei o assunto para a brincadeira. A boa disposição era uma constante na minha vida e dificilmente me separavam dela. Hoje percebo que, acima de tudo, eu tinha uma visão da vida muito infantil, por isso, os assuntos, por mais complexos que fossem, não me abalavam muito. Tudo se resolvia com relativa facilidade. Criei grandes amizades nesse período. A maioria delas, mantenho-as, aos sessenta anos.
Ao fim de dois anos de trabalho, já tinha aprendido muito. Especialmente a lidar relativamente bem com as chefias que se digladiavam por coisas sem importância alguma e que com essa vida se iam entretendo a seu belo prazer.
Havia naquele Serviço todo o tipo de gente. O que estranhei mais a princípio foi a quantidade de pessoas dementes que se passeavam pelos corredores sem qualquer ocupação, depois, fui-me habituando, apesar de não perceber porque eram mantidos no emprego. Afinal, toda a gente estava habituada a essa situação, como se de coisa normal se tratasse. Havia também pessoas alcoolizadas. Com esses já todos sabíamos que era preferível tratar dos assuntos da parte da manhã. Depois do almoço dormitavam pelos gabinetes e era impossível interrompê-los. Havia um número muito elevado de funcionários que tinham por missão qualquer coisa que nunca percebi bem. A maior parte deles não aceitavam ordens nem pedidos de ninguém. Mantinham-se pelos corredores conversando entre si como vizinhos à porta de suas casas nos bairros periféricos da cidade. Com a minha inexperiência ainda tentei uma vez pedir o favor de um qualquer trabalho e apanhei com um “vá lá você” que logo me ensinou como eram as coisas por ali. Dizia-se que alguns eram informadores da polícia política. Nesse caso o melhor era mesmo não hostilizar…
Por esse tempo deu-se o 25 de Abril de 1974. Começaram então as acusações de corrupção e muito pessoal dirigente foi saneado. Soube então que durante anos e anos muitas das chefias se serviram de expedientes que lhes permitiam engendrar falsas despesas que lhes permitiam arrecadar e distribuir dinheiro. Evidentemente que aqueles que arrecadaram sem distribuir foram os principais acusados. Houve processos de averiguações, processos disciplinares e mesmo acções em tribunal. Os resultados foram fracos, como está bom de ver. A honestidade era um sentimento tão raro que, estando a maioria do lado errado este passou a ser o “certo”.
Entretanto os funcionários em geral foram-se enquadrando nos partidos políticos e as assembleias-gerais de trabalhadores sucediam-se dia após dia e, em vez de haver chefes que se digladiavam, passou a haver hostes que faziam o mesmo. Passava-se ali exactamente o mesmo que sucedia na vida política nacional. Acertos de contas com os simpatizantes do regime anterior e lutas intermináveis entre as várias facções que se posicionavam contra o regime. Por vezes uns passavam-se para o lado dos outros e, a confusão era tanta que a certa altura já não era possível distingui-los.
Entre o pessoal jovem era diferente. Quase todos tínhamos a certeza que o poder estava nas nossas mãos e que era possível mudar tudo o que percebíamos estar errado. Evidentemente que estávamos enganados mas só passados alguns anos nos apercebemos disso. Na verdade, ao fim de uns cinco anos tudo começava a tomar um rumo que nada tinha a ver com as nossas esperanças de que da revolução saísse uma sociedade mais justa e soberana. Hoje sei que foi um sonho lindo que acabou. Aliás, já o sei há alguns anos mas, apesar da lição que me foi dado aprender, continuo com esperança que esta geração a que pertenço e que viveu tão intensamente esses momentos possa pelo menos transmitir aos mais novos essa certeza de que é possível modificar o que consideramos estar errado, nem que seja com o esforço continuado de uns poucos.


Quando, aos vinte e cinco anos, ainda mal construída a personalidade, somos apanhados pelas reviravoltas da História e as portas de um novo mundo se abrem na nossa frente como se abriram para mim em Abril de 1974, é difícil o regresso ao passado mesmo que em pensamento. No turbilhão de acontecimentos que se desenrolavam na nossa frente, quase esquecemos tudo. Ficou-nos o passado muito longe, muito insignificante. Arrumou-se a um canto da vida, coberto de sombras. Hoje, recordamo-lo apenas para tentar contar como foi mas, para o bem ou para o mal, nunca mais conseguimos dar-lhe a ênfase dos momentos realmente vividos. Do medo, dos silêncios inconscientes, das noites de vigília. Acho que por vergonha ou por sabermos que é difícil transmitir, ou que é impossível que os nossos jovens acreditem ou não entendam nada, ou o assunto não lhes interesse, simplesmente. Não sei.

Por outro lado, talvez ainda mais difícil seja transmitir a enorme alegria da vitória sobre esse mundo obscuro. É realmente uma tarefa dos diabos relatar como é sentir o coração e o cérebro maiores do que nós. Gigantescos. Quase a explodir de vida, de tudo.

Liberato Campos

domingo, 29 de junho de 2008

Colaboração dos leitores deste Blog.

Decidi publicar este texto, em vez de o deixar nos comentários, porque o acho demasiado bonito para ficar em "Background"...
Os meus agradecimentos á Maria Eduarda a autora deste texto. José Farinha




*****************************************************




AMIZADE
(Umas palavras, algumas lágrimas)

Nunca soube entender porque Alge me parece diferente das outras aldeias que tenho conhecido ao longo da minha vida. Mesmo quando se trata de outras aldeias da Serra da Lousã.
É a alma. Estou quase certa que é a alma!...
(ou então Pessoa tinha razão: o rio da minha aldeia é o mais belo do mundo, porque é o rio da minha aldeia)
Quando o meu bisavô apicultor se dirigia por carta à sua madrinha, Senhora Viscondessa do Espinhal, acervo que com muita honra herdei; quando as histórias que fui aprendendo dos mais velhos, me transportavam a uma sociedade verdadeiramente matriarcal; quando, nos meus acessos de “antes quebrar que torcer” o meu Pai me chamava “Tia Joaquina”, eu sempre pensei que essa alma de Alge estava presente, se perpetuava de alguma forma e a minha alma feminina enchia-se de orgulho.
Quando a minha avó me contava que por altura das festas da Rainha Santa, em Coimbra, o povo se dirigia para o cabeço de Miranda para ver as luzes da cidade e rezar em silêncio, fiquei certa que os meus pés de choupo algum dia iriam enraizar por esses lados. Hoje, com sessenta anos, trabalho no Choupal e sei que é ali o meu lugar. Alge fica perto, posso dar lá um salto sempre que sinto necessidade. E quantas vezes a sinto! Apesar dos reveses que as minhas origens nesta terra me trouxeram, foram muitos os momentos felizes que vivi ali na minha juventude.
Seremos umas dezenas de “velhotes” entre os sessenta e os setenta anos que, na nossa juventude por ali andámos. De férias, os que viviam longe, laborando a terra, os que por lá se mantiveram até partirem para as cidades em busca de uma vida melhor.
Alguns partiram de vez. Estão por lá, não sabemos bem onde, mas fazem parte de nós, do nosso corpo “algense” da nossa alma serrana.
Os filhos e os netos desta geração, pouco saberão destas vidas mas era bom que lhes fosse transmitido o que de bom tivemos na nossa juventude: o som das concertinas (único, neste Portugal descaracterizado), as desfolhadas, a apanha da azeitona, os “bichos e as bicharadas que não deixam cá nada”, o sabor e o aroma do mel a escorrer dos favos ainda tenros, a aguardente a pingar do alambique, quente, deliciosa, o vinho a ferver nas dornas de madeira, a voz alta do pastor que nos despertava diariamente:”botem’no gado”, aqueles momentos únicos do Espírito Santo a percorrer a aldeia…
E, as outras coisas piores: a guerra, que levava para longe os nossos homens ainda meninos e aquele arrepio imenso de os ver partir, as “guerras” da água de rega que punha as mulheres a gritar noite afora por o corte antecipado, os características figuras da aldeia que, pelo álcool, morreram cedo mas que nos proporcionaram entretenimento… (sabem? naquele tempo não havia televisão, era com a prata da casa que nos distraíamos…). Ao domingo, as mulheres mais velhas reuniam-se num canto da eira, em roda e, ali, as notícias chegavam todas, ninguém escapava! Aos mais novos não era permitido assistir. Era uma espécie de conselho feminino da aldeia. Nas segundas-feiras, sem apelo, rebentavam todos os escândalos. Coisas pequenas, dir-se-à agora. Mas, naquele tempo, ninguém queira saber os sustos que levávamos!
Na hora do correio, ficava tudo junto na loja do Sr. Manel: ele ia chamando as pessoas pelo endereço. Mas, quando havia carta de namoros indesejados pelos pais, fazia-se silêncio e a missiva ia para debaixo do balcão. Estava tudo estragado para alguma das cachopas…

Dizemos hoje: tempos felizes, esses! Não sei. A verdade é que a juventude ultrapassa todas as amarguras e, mais tarde, os verdes anos se transformam em algo maravilhoso.

Há tempo, partiu um querido amigo do meu grupo de férias, o Fernando Simões. O silêncio fica perturbador nessas alturas, mas as palavras também escasseiam. É um pouco da nossa juventude que parte.
Hoje, recebi a notícia que mais um amigo tinha partido. Por coincidência, tinha o mesmo nome.
Eram ambos muito divertidos e ambos belíssimos, como todos os jovens são. A amiga Deolinda, mulher igualmente bela, sempre sorridente e pacificadora, também nos deixou há algum tempo.
Quantos somos hoje? Por onde andamos?
E que tal irmos todos no dia 12 de Julho ao Encontro dos Povos Serranos no Santo António da Neve? Mas que ninguém esqueça o farnel e a camisolinha preta!

(parafraseando os nossos irmãos transmontanos: para lá do Pisão, mandam os que por lá estão).
Alge, Pé-de-Janeiro, Carvalhos, Pé-de-Ingote, Singrais, Cearas.
Presentes?

sábado, 27 de outubro de 2007

Aqui estou eu disfrutando da calma que o lugar do Singral me empresta, e aproveitando estas novas tecnologias vim visitar o Blog ! nada teria de especial se não fosse o facto de não ficar mais dependente da PT para aceder á Net, é verdade, finalmente descobri o único operador que me permite aceder á net, e sem fios,aqui neste local, a velocidade de acesso não é "turbo" mas seguramente cerca de dez vezes mais rápido do que pela linha telefónica... o que para mim é uma vitória, e o preço não é escandaloso,para satisfazer os mais curiosos trata-se do "Zapp".
E foi nesta deambulação que encontrei um texto no livro de visitas, que me deixou perplexo no bom sentido,, um muito obrigado ao autor do texto,e colabore sempre que o entender, mas por quem me julga para me sugerir que por ser longo ou o que quer que seja, que o iria apagar?recomendo vivamente a todos os meus "fregueses"que leiam este texto!e para não o repetir basta seguir este "link" para o lêr !http://singral.blogspot.com/2006/08/livro-de-visitas.html#c8299367406935026008

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Colaboração do Rui (CT2 IQE )



-Alguma “alma caridosa” voltou a colocar no devido local (visível) a placa que tanto tempo esteve derrubada.




-“Recuperação da praia fluvial de Alge”-Mão de obra paga pela comissão de melhoramentos e material oferecido pela C.M. de Figueiró dos Vinhos. Tem por fim evitar o sucessivo desmoronamento da área adjacente que ocorre todos os Invernos -“Asfalto Singral”-Finalmente o lugar mais a norte do concelho de Figueiró dos Vinhos está servido de via de comunicação terrestre digna Marque-se o dia 10 de Agosto de 07 como o concretizar de um “sonho”. Parabéns a quem fez pela sua realização e obrigado a quem o tornou possível. Um abraço e beijinhos Boas férias para vocês RUI ROMÃO-CT2IQE

sexta-feira, 19 de maio de 2006

Mais uma oferta do Rui Lourenço ( "Carocho")


Será que alguém se reconhece nesta foto tirada no Singral á mais ou menos 30 anos?

Mais uma oferta do Rui Lourenço ("Carocho")


Mais uma foto enviada pelo Rui ! Também muito antiga.

Colaboração do Rui Lourenço ("Carocho")


Aqui vos mostro umas fotos bem antigas c/mais ou menos 30 anos tiradas no Singral e gentilmente cedidas pelo amigo Rui que é filho do Singral, Obrigado Rui e vamos lá a ver se alguém se revê nestas fotos.