domingo, 9 de novembro de 2008
Insólito
A ribeira em Alge...
sábado, 8 de novembro de 2008
Os professores estão em luta, e bem...(?)
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sábado, 1 de novembro de 2008
Uma história simples de um simples funcionário público apanhado numa revolução
Aos vinte e três anos, terminados os estudos, entrei na vida profissional. Não sei se por sorte ou azar, num departamento do Estado onde o trabalho e a disciplina eram para levar a sério. Habituada como estava ao rigor da vida e ao cumprimento de deveres, não me foi difícil a adaptação. Curiosamente, em outros departamentos do mesmo Serviço havia procedimentos muito diferentes. Colegas com habilitações equiparadas às minhas auferiam o dobro do salário e tinham dois meses de férias. Aconteceu mesmo que fui chamada à atenção por cumprir rapidamente as tarefas que me eram destinadas. Diziam-me os colegas que eu me estava a evidenciar e que havia chefes que me apontavam como exemplo, o que para eles era muito aborrecido. Evidentemente que levei o assunto para a brincadeira. A boa disposição era uma constante na minha vida e dificilmente me separavam dela. Hoje percebo que, acima de tudo, eu tinha uma visão da vida muito infantil, por isso, os assuntos, por mais complexos que fossem, não me abalavam muito. Tudo se resolvia com relativa facilidade. Criei grandes amizades nesse período. A maioria delas, mantenho-as, aos sessenta anos.
Ao fim de dois anos de trabalho, já tinha aprendido muito. Especialmente a lidar relativamente bem com as chefias que se digladiavam por coisas sem importância alguma e que com essa vida se iam entretendo a seu belo prazer.
Havia naquele Serviço todo o tipo de gente. O que estranhei mais a princípio foi a quantidade de pessoas dementes que se passeavam pelos corredores sem qualquer ocupação, depois, fui-me habituando, apesar de não perceber porque eram mantidos no emprego. Afinal, toda a gente estava habituada a essa situação, como se de coisa normal se tratasse. Havia também pessoas alcoolizadas. Com esses já todos sabíamos que era preferível tratar dos assuntos da parte da manhã. Depois do almoço dormitavam pelos gabinetes e era impossível interrompê-los. Havia um número muito elevado de funcionários que tinham por missão qualquer coisa que nunca percebi bem. A maior parte deles não aceitavam ordens nem pedidos de ninguém. Mantinham-se pelos corredores conversando entre si como vizinhos à porta de suas casas nos bairros periféricos da cidade. Com a minha inexperiência ainda tentei uma vez pedir o favor de um qualquer trabalho e apanhei com um “vá lá você” que logo me ensinou como eram as coisas por ali. Dizia-se que alguns eram informadores da polícia política. Nesse caso o melhor era mesmo não hostilizar…
Por esse tempo deu-se o 25 de Abril de 1974. Começaram então as acusações de corrupção e muito pessoal dirigente foi saneado. Soube então que durante anos e anos muitas das chefias se serviram de expedientes que lhes permitiam engendrar falsas despesas que lhes permitiam arrecadar e distribuir dinheiro. Evidentemente que aqueles que arrecadaram sem distribuir foram os principais acusados. Houve processos de averiguações, processos disciplinares e mesmo acções em tribunal. Os resultados foram fracos, como está bom de ver. A honestidade era um sentimento tão raro que, estando a maioria do lado errado este passou a ser o “certo”.
Entretanto os funcionários em geral foram-se enquadrando nos partidos políticos e as assembleias-gerais de trabalhadores sucediam-se dia após dia e, em vez de haver chefes que se digladiavam, passou a haver hostes que faziam o mesmo. Passava-se ali exactamente o mesmo que sucedia na vida política nacional. Acertos de contas com os simpatizantes do regime anterior e lutas intermináveis entre as várias facções que se posicionavam contra o regime. Por vezes uns passavam-se para o lado dos outros e, a confusão era tanta que a certa altura já não era possível distingui-los.
Entre o pessoal jovem era diferente. Quase todos tínhamos a certeza que o poder estava nas nossas mãos e que era possível mudar tudo o que percebíamos estar errado. Evidentemente que estávamos enganados mas só passados alguns anos nos apercebemos disso. Na verdade, ao fim de uns cinco anos tudo começava a tomar um rumo que nada tinha a ver com as nossas esperanças de que da revolução saísse uma sociedade mais justa e soberana. Hoje sei que foi um sonho lindo que acabou. Aliás, já o sei há alguns anos mas, apesar da lição que me foi dado aprender, continuo com esperança que esta geração a que pertenço e que viveu tão intensamente esses momentos possa pelo menos transmitir aos mais novos essa certeza de que é possível modificar o que consideramos estar errado, nem que seja com o esforço continuado de uns poucos.
Quando, aos vinte e cinco anos, ainda mal construída a personalidade, somos apanhados pelas reviravoltas da História e as portas de um novo mundo se abrem na nossa frente como se abriram para mim em Abril de 1974, é difícil o regresso ao passado mesmo que em pensamento. No turbilhão de acontecimentos que se desenrolavam na nossa frente, quase esquecemos tudo. Ficou-nos o passado muito longe, muito insignificante. Arrumou-se a um canto da vida, coberto de sombras. Hoje, recordamo-lo apenas para tentar contar como foi mas, para o bem ou para o mal, nunca mais conseguimos dar-lhe a ênfase dos momentos realmente vividos. Do medo, dos silêncios inconscientes, das noites de vigília. Acho que por vergonha ou por sabermos que é difícil transmitir, ou que é impossível que os nossos jovens acreditem ou não entendam nada, ou o assunto não lhes interesse, simplesmente. Não sei.
Por outro lado, talvez ainda mais difícil seja transmitir a enorme alegria da vitória sobre esse mundo obscuro. É realmente uma tarefa dos diabos relatar como é sentir o coração e o cérebro maiores do que nós. Gigantescos. Quase a explodir de vida, de tudo.
Liberato Campos
Proprietários Florestais da Freguesia de Campelo

A FICAPE – Cooperativa Agrícola do Norte do Distrito de Leiria, C.R.L., vai levar a efeito um Seminário subordinado ao tema da Certificação Florestal, que se realizará no próximo dia 15 de Novembro (Sábado), às 14 horas no Clube Figueiroense em Figueiró dos Vinhos.
Neste sentido, gostaríamos de convidar V. Exas. para comparecerem a este seminário com interesse na nossa actualidade, com o objectivo de podermos levar até vós aquilo que vai “girando” em torno dos mercados de madeira.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Um olhar sobre Peralcovo.
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Fátima Lopes em Figueiró dos Vinhos no dia 6 de Novembro
Numa iniciativa da Câmara Municipal, a conhecida apresentadora Fátima Lopes estará em Figueiró dos Vinhos no próximo dia 6 de Novembro.
Na ocasião, pelas 18 horas estará no Clube Figueiroense -
Fátima Lopes é um dos rostos mais conhecidos da televisão portuguesa. O seu trabalho foi reconhecido em 2004 com o prémio Melhor Apresentadora de Entretenimento atribuído pela Casa da Imprensa.
Actualmente podemos vê-la na SIC, todas as manhãs, no programa «Fátima» tendo tido a seu cargo a apresentação de desfiles de Moda Paris e Moda Roma, Portugal Fashion e a Gala dos Globos de Ouro 2003, 2004 e 2005.
Neste momento a apresentadora já vai no seu segundo romance, tanto o primeiro, «Amar depois de amar-te», como o último, «Um pequeno grande amor», estiveram nos tops durante várias semanas.
Uma ilha "natural" em Castanheira de Pera
A já internacionalmente conhecida "Praia das Rocas" em Castanheira de Pera, tem de facto uma ilha artificial no meio do espaço dedicado aos banhistas,mas... ali mesmo ao lado talvez a uma centena de metros ergue-se esta sumptuosa casa que lhe foram retirados os acessos por via terrestre, não pode ser demolida?ou é para preservar o elemento arquitetónico? se for para recuperar falta uma ponte...
O vento descaracterizou a Capela do Singral.
Doçaria Conventual em Figueiró dos Vinhos

É já no próximo fim de semana, (dias 1 e 2 de Novembro) que se irá realizar a III Feira de Doçaria Conventual a realizar-se no interior do Convento Nª Srª do Carmo. Doçeiros de todo o País irão apresentar as mais variadas delícias na área de doçaria Conventual onde irá estar incluída a de Figueiró dos Vinhos, barrigas de freira,pão-de ló,ovos moles,castanhas de ovos ,pão de rala,papos de anjo são os nomes de algumas iguarias que farão as delícias de quem nos visitar...
Museu etnográfico em Alge
Antiga escola primária de Alge com o edifício já recuperadoA comissão de melhoramentos de Alge, tem vindo a empreender com grande esforço e dedicação uma iniciativa que tem por finalidade a transformação do edifício da antiga escola primária num museu etnográfico.
O projecto está em curso com a adequação do espaço da escola e com a recolha de objectos e utensílios antigos, que juntos ,tentarão retratar as épocas mais antigas desta região.
Faço daqui um apelo a todos os meus leitores que eventualmente possuam objectos ou utensílios antigos que possam enriquecer este museu e que queiram contribuir sob a forma de doação ou empréstimo que entrem em contacto connosco através do Blog.
Oportunamente serão divulgados mais pormenores sobre esta iniciativa,nomeadamente a data da sua inauguração.
Aquele querido mês de Agosto !
A princípio até me parecia uma espécie de" liga dos últimos" adaptado ao cinema ,programa que muito gosto de ver, não obstante não suportar as "tricas" do futebol, mas rápidamente concluí que era outra coisa...
A primeira cena ,a da raposa, tentando caçar alguma galinha das que se manifestavam inquietas e se desdobravam em movimentos irrequietos pelo galinheiro, ao serem observadas pelo olhar furtivo do animal matreiro,gostei,achei que foi preciso alguma paciência e preserverança para a filmagem e dá-nos a visão de algo que não é muito comum observar-mos.
Á medida que o filme avançava,foi-se criando em mim uma estranha sensação de desinteresse e aborrecimento como se estivesse a ver alguns spots publicitários e que a todo o momento o filme ia começar...terá sido porque tenho vivido últimamente num meio ambiente propício a proliferarem cenas, comentários e vivências semelhantes ás documentadas nesta resenha filmada?
Do ponto de vista técnico,não me atrevo a tecer comentários,quero lá saber daquele "gaijo" que andava a caçar mosquitos no alto da serra com um microfone todo agasalhado? não tenho formação para tal ,mas que não gostei da qualidade do som ,isso é um facto,mas pela óptica do "consumidor" vejo-me obrigado a opinar em contramão com a maioria das críticas e opiniões que li acerca deste filme,como documentário pareceu-me demasiado enfadonho,penso que carecia de uma narração mais objectiva e apelativa ao interesse do espectador, para perceber melhor o contexto,certas cenas eram demasiado estáticas e demoradas(típico) .
Como filme dramático,o maior drama foi a minha desmobilização crescente à medida que o tempo passava.Mas afinal esta obra prima é só para intelectuais que desconhecem estas realidades? acabei por perceber que o realizador estava sem "graveto" para fazer o filme, e lá teve que se desenrascar...mas assim também eu sou realizador,pego numa câmera e desato a filmar o meu dia a dia aqui pelo interior e depois começo por aproveitar os melhores pedaços colo aquilo tudo...e "voilá",já está,um filme para se candidatar a um óscar,será assim tão simples?
Das opiniões que li fala-se muito de ser uma obra para mostrar o que os Portugueses são e fazem em especial no mês de Agosto(?...) mas afinal não é para Português ver? como é que o Português reage ao ver-se a si próprio? será isto afinal uma nova forma de terapia?
Faço daqui um convite a todos os Portugueses da cidade e similares,para investirem algum tempo da sua vida a fazerem uma incursão ao interior do País (ex.férias) e disfrutem do melhor filme da vossa vida com direito a respirar um ar mais puro em realidade tridimensional e até os vossos filhos irão perceber melhor que o leite não vem dos "pacotes" mas sim das tetas das vacas!
Enfim, fiz um esforço, mas não resisti,e após a primeira hora e meia, altura em que houve o intervalo, desertei da sala mais os acompanhantes ,todos de livre e espontânea vontade,mas só agora me apercebi do erro que cometi,porque se calhar o filme dramático ia só começar na segunda parte,para a próxima vez tentarei resistir um pouco mais,mas penso que a melhor forma é agarrar o espectador logo ao princípio, seja em que mês for.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Cine da Lousã exibe filme candidato a Nomeações de Hollywood !
A propósito do seu 61.º aniversário, o Cine-Teatro da Lousã vai exibir no próximo sábado, dia 4 de Outubro, o filme "Aquele Querido Mês de Agosto", segunda longa-metragem do realizador Miguel Gomes. A população da Lousã poderá assim ver um filme a que já assistiram mais de 15 mil portugueses. Sessões às 16h30 e às 21h30.
Muito aplaudido em Cannes, “Aquele Querido Mês de Agosto”, seleccionado para inúmeros festivais a nível internacional, acaba de ser escolhido pelo ICA (Instituto do Cinema e do Audiovisual) para representar Portugal na nomeação aos Óscares da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, na categoria de Melhor Filme
Aquele Querido Mês de Agosto foi a única representação do cinema português na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes deste ano e é um retrato das intensidades de Agosto na Beira Serra abrilhantado pelas canções de uma banda sonora memorável onde figuram nomes como os de Dino Meira e Marante.
Esplendor, chama, tradições, amor e festa. Assim é “Aquele Querido Mês de Agosto”.
Sinopse:
No coração de Portugal, serrano, o mês de Agosto multiplica os populares e as actividades. Regressam à terra, lançam foguetes, controlam fogos, cantam karaoke, atiram-se da ponte, caçam javalis, bebem cerveja, fazem filhos. Se o realizador e a equipa do filme tivessem ido directamente ao assunto, resistindo aos bailaricos, reduzir-se-ia a sinopse: “Aquele Querido Mês de Agosto acompanha as relações sentimentais entre pai, filha e o primo desta, músicos numa banda de baile.”




