Singral Cimeiro - Campelo (Figueiró dos Vinhos) -Coordenadas: 40.04141/-8.23801 Altitude 673 Mts. -Com estação de Radioamador - Indicativo : CT1EIU

sábado, 18 de janeiro de 2014

O dia em que acabou a crise...

Nota do Blog: Eis o que me vai na alma ...mas não tenho o dom da escrita e não conseguiria ser tão eloquente quanto este texto.

"Quando terminar a recessão teremos perdido 30 anos de direitos e salários…
Um dia no ano 2014 vamos acordar e vão anunciar-nos que a crise terminou. Correrão rios de tinta escrita com as nossas dores, celebrarão o fim do pesadelo, vão fazer-nos crer que o perigo passou embora nos advirtam que continua a haver sintomas de debilidade e que é necessário ser muito prudente para evitar recaídas. Conseguirão que respiremos aliviados, que celebremos o acontecimento, que dispamos a atitude critica contra os poderes e prometerão que, pouco a pouco, a tranquilidade voltará às nossas vidas.
Um dia no ano 2014, a crise terminará oficialmente  e ficaremos com cara de tolos agradecidos, darão por boas as politicas de ajuste e voltarão a dar corda ao carrossel da economia. Obviamente a crise ecológica, a crise da distribuição desigual, a crise da impossibilidade de crescimento infinito permanecerá intacta mas essa ameaça nunca foi publicada nem difundida e os que de verdade  dominam o mundo terão posto um ponto final a esta crise fraudulenta (metade realidade, metade ficção), cuja origem é difícil de decifrar mas cujos objectivos foram claros e contundentes:
Fazer-nos retroceder 30 anos em direitos e em salários
Um dia no ano 2014, quando os salários tiverem descido a níveis terceiro-mundistas; quando o trabalho for tão barato que deixe de ser o factor determinante do produto; quando tiverem ajoelhado todas as profissões para que os seus saberes caibam numa folha de pagamento miserável; quando tiverem amestrado a juventude na arte de trabalhar quase de graça; quando dispuserem de uma reserva de uns milhões de pessoas desempregadas dispostas a ser polivalentes, descartáveis e maliáveis para fugir ao inferno do desespero, ENTÃO A CRISE TERÁ TERMINADO.
Um dia do ano 2014, quando os alunos chegarem às aulas e se tenha conseguido expulsar do sistema educativo 30% dos estudantes sem deixar rastro visível da façanha; quando a saúde se compre e não se ofereça; quando o estado da nossa saúde se pareça com o da nossa conta bancária; quando nos cobrarem por cada serviço, por cada direito, por cada benefício; quando as pensões forem tardias e raquíticas; quando nos convençam que necessitamos de seguros privados para garantir as nossas vidas, ENTÃO TERÁ ACABADO A CRISE.
Um dia do ano 2014, quando tiverem conseguido nivelar por baixo todos e toda a estrutura social (excepto a cúpula posta cuidadosamente a salvo em cada sector), pisemos os charcos da escassez ou sintamos o respirar do medo nas nossas costas; quando nos tivermos cansado de nos confrontarmos uns aos outros e tenhas destruído todas as pontes de solidariedade. ENTÃO ANUNCIARÃO QUE A CRISE TERMINOU.
Nunca em tão pouco tempo se conseguiu tanto. Somente cinco anos bastaram para reduzir a cinzas direitos que demoraram séculos a ser conquistados e a estenderem-se. Uma devastação tão brutal da paisagem social só se tinha conseguido na Europa através da guerra.
Ainda que, pensando bem, também neste caso foi o inimigo que ditou as regras, a duração dos combates, a estratégia a seguir e as condições do armistício.
Por isso, não só me preocupa quando sairemos da crise, mas como sairemos dela. O seu grande triunfo será não só fazer-nos mais pobres e desiguais, mas também mais cobardes e resignados já que sem estes últimos ingredientes o terreno que tão facilmente ganharam entraria novamente em disputa.
Neste momento puseram o relógio da história a andar para trás e ganharam 30 anos para os seus interesses. Agora faltam os últimos retoques ao novo marco social: um pouco mais de privatizações por aqui, um pouco menos de gasto público por ali e “voila”: A sua obra estará concluída.
Quando o calendário marque um qualquer dia do ano 2014, mas as nossas vidas tiverem retrocedido até finais dos anos setenta, decretarão o fim da crise e escutaremos na rádio as condições da nossa rendição.”


Original de:
Concha Caballero. Es licenciada en Filología Hispánica y profesora de Literatura en un instituto público. Fue portavoz del grupo de Izquierda Unida en el Parlamento de Andalucía. Abandonó la política decepcionada con su coalición electoral. Ya hace muchos años pasó, felizmente, del ejercicio de la política a ser analista y articulista de diversos medios de comunicación. Amante de la literatura. Firmemente humana con los temas sociales.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Município de Figueiró dos Vinhos e ESAC equacionam apostar no ecoturismo para a revitalização de Aldeias

Considerando a importância e o interesse potencial que a revitalização de aldeias pode ter para Figueiró dos Vinhos, o Município e a ESAC – Escola Superior Agrária de Coimbra estão a desenvolver trabalhos para a construção de um projeto de revitalização de aldeias.
Este trabalho, assenta na ideia base de que o ecoturismo poderá ser uma via de sucesso para a recuperação da vida de aldeias, associando autarquias, instituições de ensino e entidade ligadas ao desenvolvimento, tendo como elemento central as populações residentes.
A recuperação da pastorícia, da agricultura e a aposta no turismo ativo, são opções em equação numa fase de estudo prévio das reais possibilidades de concretização do projeto.
A primeira ação concreta teve lugar no início de janeiro, com uma visita à aldeia de Vale do Rio por parte do Executivo Municipal, professores e alunos da ESAC e o Prof. Dr. António Covas, um especialista em recuperação de aldeias que proferiu uma interessante palestra sobre o tema.



Figueiró dos Vinhos, 09 de janeiro 2014



Nota do blog.    Ainda que muito remota e descaracterizada, pensamos que a aldeia do Singral poderia ser revitalizada, afinal ainda estamos numa das encostas da serra da Lousã o que nos poderia talvez incluir na família das Aldeias Serranas e já conta com mais de 500 anos de existência.
Clique aqui !

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Singral o Tertuliano

Mais uma tertúlia aqui no Singral,no passado sábado dia 4 ,fomos um grupo de onze pessoas e mais uma vez o Bacalhau na Broa fez a delícia dos presentes.
Dois dos elementos foram estreantes,e a tertúlia alongou-se na descrição de iguarias oriundas de outros lugares,o ambiente calmo e acolhedor promete a continuação,no próximo fim de semana ainda não sabemos qual a escolha da "Chef" mas certamente não vos desiludirá.





Um lampião a petróleo

Um dia destes fui descobrir este espécimen na casa de um nosso vizinho, achei digno de registo para aqueles que não conheceram estes objectos o possam admirar, actualmente o petróleo está mais caro do que a gasolina...e a proliferação da energia eléctrica destronou estes originais artefactos que se tornaram elementos de colecção.





Água com fartura

A ribeira do Singral engrossou nestes últimos dias,e a paisagem acompanhou a mudança.


Fruto do mau tempo e ventos fortes, esta velha árvore tombou e obstruiu o caminho de acesso à ribeira já se iniciaram os trabalhos de remoção da mesma o que não tem sido fácil...

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Passagem de ano no Singral

Mais uma vez um grupo de sócios e alguns amigos se uniram num grande jantar de passagem de ano na sede da Associação Casa de Convívio do Povo do Singral.
O jantar foi farto em diversidade de iguarias,que se estendeu desde alguns camarões como subtil entrada, passando por várias carnes assadas nos diversos fornos,pois ainda não temos um comunitário ,de grande capacidade...não esquecendo a sublime sopa de peixe confeccionada pela nossa artesã Herminia,doces com fartura e vinho qb, o ambiente foi-se decompondo com uma vontade frenética de dar um passo de dança,de quando em vez salpicado pelo ladrar irritante de um sócio quadrúpede...eis que a música chegou a pedido de várias famílias,irrompendo de forma máscula de um par de colunas instaladas para o efeito.
A alegria instalou-se de forma efusiva até que a meia noite chegou,dando lugar a alguns preceitos tradicionais,como por exemplo engolir uma dúzia de passas em sinal de boa ventura...creio que ninguém se tenha engasgado...quanto ao champanhe lamentavelmente ninguém se lembrou de colocar as garrafas no frigorífico...seguiram-se mais uns passos de dança até que o cansaço tomou por assalto a maioria dos presentes.
Hoje fez-se o rescaldo almoçando uma massada de peixe ,e algumas das sobras da ceia,o êxodo dos que vieram de Lisboa foi feito pelo meio da tarde e os que ficaram ainda se deliciaram ao jantar,em ambiente mais calmo onde a conversa se tornou o mote principal.



sábado, 28 de dezembro de 2013

Singral "O Tertuliano"

Estas foram as mais recentes da tertúlia de hoje,e a mesma decorreu de forma muito polivalente em que os temas de conversa se bifurcavam em várias frentes,falou-se da actividade da UGT ,pois o seu secretário geral esteve presente,falou-se da qualidade do cosido em que a carne de vaca foi a mais solicitada...trocaram-se impressões sobre vinhos...veio á baila a greve dos CTT,contra a privatização,(facto já consumado) e até se falou das concessões das águas em Portugal,afinal também já temos um tal "Benjim waters" (Chinês) que adquiriu diversas concessões ,entre elas a de Ourém...e esta hem?por fim avistámos alguns mais friorentos a ajeitarem os pedaços de lenha na lareira, não fosse ela extinguir-se...O Tertuliano recomenda-se e continua a granjear novos visitantes, desta feita um simpático casal que veio de Odivelas,para satisfazer uma natural curiosidade ,aceitaram uma bebida e prometeram voltar um dia destes...










sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Assembleia de Freguesia de Campelo


Município de Figueiró dos Vinhos colabora em iniciativa de treino de cão-guia



O Município de Figueiró dos Vinhos, aceitou com todo o agrado o pedido de autorização submetido por um seu trabalhador para se poder acompanhar de uma cadela, a Veneza, em horário de trabalho.
O trabalhador propôs-se a ser uma Família de Acolhimento e recebeu em sua casa a Veneza, pertencente à ABAADV – Associação Beira Aguieira de Apoio ao Deficiente Visual
Esta associação, tem por objetivo promover por todos os meios ao seu alcance, em cooperação com entidades públicas e privadas, o apoio e a integração social, cultural e profissional do deficiente visual sendo o seu âmbito de ação nacional.
Foi criada em 2000, e surgiu como consequência de um Projeto Comunitário e tem como principal resposta social a Educação de Cães-guia para Cegos. Desta forma permite a utilização gratuita destes cães às pessoas portadoras de deficiência visual para quem este companheiro representa uma nova liberdade. De forma a desenvolver as capacidades e potencialidades necessárias para ser um Cão-guia é indispensável que os cachorros passem o primeiro ano de idade numa Família de Acolhimento que lhe vai ensinar progressivamente “as regras de boas maneiras”. É a permanência junto desta família que vai proporcionar ao cachorro apreender as regras elementares de obediência e o contacto com os diversos estímulos interiores (campainha, telefone, aspirador, etc) e exteriores (trânsito, cheiros, outros animais, locais públicos, etc), ou seja, a sua socialização de forma a que este se venha a desenvolver sem medos ou outras fobias.
Desta forma o Município de Figueiró dos Vinhos, demonstra a sua sensibilidade para a importância deste tipo de projetos de cariz social, que vai de encontro aos seus objetivos de apoiar e acompanhar a comunidade que vive diariamente com as mais variadas limitações.


domingo, 15 de dezembro de 2013

Natal,cada vez mais...

DIA DE NATAL

Hoje é dia de ser bom

.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,


de falar e de ouvir com mavioso tom
,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças
.
É dia de pensar nos outros – coitadinhos – nos que padecem

,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,


de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,


de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.



Comove tanta fraternidade universal

.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos


como se de anjos fosse,


numa toada doce,


de violas e banjos,


entoa gravemente um hino ao Criador.


E mal se extinguem os clamores plangentes,


a voz do locutor


anuncia o melhor dos detergentes.

De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu


e as vozes crescem num fervor patético.


(Vossa excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?)

Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)


Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.


Toda a gente acotovela, se multiplica em gestos esfuziante,


Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas


e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.

Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,


com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,


cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,


as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.



Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito

,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.


E como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,


como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.

A oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.


Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.


E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento


e compra – louvado seja o Senhor! – o que nunca tinha pensado comprar.

Mas a maior felicidade é a da gente pequena.


Naquela véspera santa


a sua comoção é tanta, tanta, tanta,


que nem dorme serena.


Cada menino abre um olhinho


na noite incerta


para ver se a aurora já está desperta.


De manhãzinha


salta da cama,


corre à cozinha em pijama.

Ah!!!!!!!

Na branda macieza


da matutina luz

aguarda-o a surpresa


do Menino Jesus.

Jesus,


o doce Jesus,


o mesmo que nasceu na manjedoura,


veio pôr no sapatinho


do Pedrinho


uma metralhadora.

Que alegria


reinou naquela casa em todo o santo dia!


O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,


fuzilava tudo com devastadoras rajadas


e obrigava as criadas


a caírem no chão como se fossem mortas:


tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.


Já está!


E fazia-as erguer para de novo matá-las.

E até mesmo a mamã e o sisudo papá


fingiam


que caíam


crivados de balas.



Dia de Confraternização Universal,


dia de Amor, de Paz, de Felicidade,


de Sonhos e Venturas.


É dia de Natal.


Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.


Glória a Deus nas Alturas.

(António Gedeão)

sábado, 14 de dezembro de 2013

Singral "O Tertuliano"




sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Espaço internet de Figueiró dos Vinhos muda de instalações.




Espectáculo de bailado em Miranda do Corvo

                                              Entrada gratuita