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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O drama da TSU

Já há muito que não passava por aqui,muitas são as vicissitudes do dia a dia que me vão fazendo adiar a visita a esta tribuna. Vou ouvindo ainda que de uma forma esquiva, uma ou outra notícia do que se vai passando neste jardim à beira mar plantado durante a viagem de casa para o trabalho,no final do dia e enquanto se janta, vou sendo presenteado com algumas outras que vão sendo vomitadas pelos canais televisivos,até ouvi o sr. Passos a certa altura fazer referência que um determinado assunto (já não me lembro qual) vinha a lume  “na comunicação social e nos jornais...” (?) como se porventura fossem coisas diferentes...também se fala muito nos “trabalhadores,nas empresas e nas famílias”...andamos nós a trabalhar para esta gente, bom, mas na realidade há um assunto que me vem apoquentando de sobre maneira e que tem sido uma espécie de manchete nestes últimos dias.
Trata-se do célebre acordo em baixar a TSU às empresas, a favor de um expressivo aumento do salário mínimo (continuam a não falar do salário máximo...) na verdade eu acho tudo isto uma fantochada e surpreende-me que até os partidos ditos de esquerda não se lembram de fazer propostas verdadeiramente inovadoras para que uma economia dinâmica e empreendedora possa ter início,de modo a de uma vez por todas ser remodelado o sistema de financiamento da segurança social e acabarem com a utilização desses fundos para outros fins que não a própria.
Na verdade não conheço bem os meandros desta temática,mas genéricamente é fácil constatar que muita coisa está errada,não existindo financiamento adequado logo vêm os comilões protelar a idade de reforma por mais uns anitos e como compensação ainda baixam o valor das contribuições,isto de trabalhar mais tempo e receber menos é escandaloso.Que me tenha apercebido ainda não ouvi nenhum partido de todo o espectro,fazer referência a um modelo de financiamento da segurança social que assentasse num outro paradigma, que poderia ser na minha opinião bem mais justo e equitativo,fazendo pagar mais quem mais ganha,ou seja,como muitos de vocês devem saber, hoje em dia não são necessáriamente as empresas com mais trabalhadores que mais lucros têm,muitas empresas com poucos trabalhadores têm seguramente mais lucros que as anteriores e este fenómeno está em expansão,hoje assiste-se a um crescimento enorme de empresas com poucos trabalhadores e muito rentáveis então que sentido faz obrigar as empresas a pagar mais porque emprega mais trabalhadores? não me parece natural e até facilita o despedimento, não facilita o emprego,e cria dificuldade às empresas com grande número de trabalhadores.Proponho portanto aos iluminados da política que não olhem só para o seu umbigo e pensem num novo sistema de financiamento da segurança social que se baseie na taxação das mais valias das empresas e não no número de trabalhadores que alberga,mais lucros mais participação,menos lucros menos participação ,o melhor indicador económico de uma empresa é o seu VAB (Valor Acrescentado Bruto)não seria mais justo e mais sustentável?
Lá vamos nós cair na descida da TSU,acabemos com a dita! E institua-se um novo modelo! Alguns vão logo pensar que muitas das empresas até sabem como dar a volta às contas e apresentam prejuízo...meus amigos também há forma de acabar com essas manobras ,assim o queiram!

Meus amigos, o problema da sustentabilidade da segurança social seguramente não se resolve com o aumento da idade da reforma nem com a descida do valor das pensões,estas terão que ser mais contidas e também mais uniformes,pensem nisso e passem a palavra.Quase me esquecia de referir que pessoalmente também sou contra este acordo da TSU,não porque me identifique com as intenções do Passos,mas por aquilo que tentei de modo sucinto referir, não acredito neste método,e lamento que não haja coragem de aparecer algum projecto em redor desta minha opinião a ser apresentado na Assembleia,para ser discutido, melhorado e aprovado por todos,bem hajam, hoje fico por aqui.

1 comentário:

Edu disse...

Quando clico em "enviar um comentário", frequentemente aparece-me um site publicitário :-(.
Já se apagaram vários...
Então, lá vai mais uma tentativa:
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Comentário:
Muito bem! É bom que apareçam pontos de vista diferentes quando a maior parte dos analistas/comentadores afinam todos pelo mesmo diapasão e, portanto, a "música" seja sempre igual, mesmo que viremos o disco...
A sua opinião parece-me muito aceitável, numa primeira leitura.
Os meus cumprimentos
Maria Eduarda Campos