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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Cães envenenados nas ruas de Alge!

Foi com grande consternação que um grupo de cidadãos oriundos de Alge e seus arredores, verificou que vários cães, cerca de 6, foram encontrados mortos na via pública com sinais evidentes de envenenamento.
Na realidade ,o facto de existir uma comunidade de cães vadios em Alge é  um problema antigo e já denunciado à autarquia em devido tempo,no entanto mostrou-se incapaz de lidar com o problema pois não existe um canil municipal e não terá meios para lidar com este problema.Sabe-se que a manutenção desta situação alimentando os animais não será a mais correcta, pois só vai agravar a situação promovendo o aumento da população canina sem qualquer tipo de controlo ,mas por outro lado existem sensibilidades que não conseguem pactuar com o espectro da fome no seio destes animais ,que até são afáveis, e não resistem ás expressões famintas dos animais e os vão alimentando cheios de boas intenções, não suportando vê-los famintos, o que até faz com que se criem laços de amizade com alguns deles...note-se que a origem destes animais está relacionada com o abandono a que muitos são sujeitos, e acabam por aparecer por aqui e ao sentirem que lhes dão alguma comida ,assentam arraiais .
Mas, pactuar com tamanha crueldade, que é ver animais moribundos e a estrebuchar, vítimas de envenenamento pela via pública, também não é tarefa fácil, e quanto a nós é bem mais hediondo e reprovável do que lhes ir dando alguma comida. 

Assim,lembra-se que quem não gosta dos cães por perto ou de quem lhes dá alimento, deverá utilizar outros meios que não estes ,porque assim para além de ser uma atitude de grande crueldade e de falta de sensibilidade também está a infringir a lei e a pôr em causa a saúde pública mas de outra forma, e também a colocar em risco outros animais não visados, que possam eventualmente ingerir estes "iscos" envenenados,e até a fauna selvagem oriunda desta serra que se possa alimentar de animais mortos na vizinhança, Corvos,Falcões etc.
Lamentamos profundamente estes acontecimentos e apelamos às autoridades competentes para actuarem no sentido de minimizar estas ocorrências e verificarem se os cadáveres destes animais foram devidamente retirados do meio ambiente.


(IN- http://www.antidoto-portugal.org)
," O uso de veneno está expressamente proibido a nível comunitário (Directiva 79/409/CEE, art. 8 de conservação das aves silvestres; Directiva 92/43/CEE, art. 15 para a conservação dos habitats naturais e da fauna e flora silvestres).

Em Portugal, ao abrigo da transposição das directivas acima referidas (
Decreto Lei nº 140/99 de 24 de Abril), com redacção dada pelo Decreto-lei nº 49/2005, de 24 de Fevereiro; da transposição da Convenção de Berna (Decreto-lei nº 316/89, de 22 de Setembro); bem como da Lei de Bases Gerais da Caça, Lei n.º 173/99, de 21 de Setembro e respectivo decreto regulamentar, Decreto-lei nº 202/04 de 18 de Agosto, não é permitido o uso de qualquer substância como forma de extermínio.

Existe também legislação específica para protecção do Lobo Ibérico (Lei nº 90/88, de 13 de Agosto e Decreto-lei nº139/90, de 27 de Abril) que proíbe a comercialização, detenção e emprego de estricnina como meio de extermínio. No entanto, continuam a existir referências à venda deste veneno em estabelecimentos comerciais, e à sua utilização, bem como de outros tóxicos em iscos envenenados.

Além disso, ao abrigo da Legislação de Protecção dos Animais (Lei n.º 92/95 de 12 de Setembro - pdfDecreto-lei nº 315/03, e Decreto-lei nº 276/01), estes nunca podem ser eliminados com recurso ao uso de venenos.


Outra legislação relevante, relativa a:
- Produtos Fitofarmacêuticos: Decreto-lei nº 
94/98; Decreto-lei nº 173/2005
- Médicos Veterinários Municipais: Decreto-lei nº 116/98"



6 comentários:

Anónimo disse...

Para além do sofrimento por que passaram esses animais, o que deve provocar grande dor em alguns seres humanos, ficamos talvez mais afectados por ter conhecimento que, entre nós, seres superiores (???), existem criaturas capazes de tamanha crueldade.
O civismo também se afere pela forma como tratamos os outros animais.
Maria Eduarda

Anónimo disse...

Existem pessoas que deviam engolir o próprio veneno em vez de o espalhar na via pública e sentenciar os pobres animais indefesos.

Anónimo disse...

Não concordo com a fórmula aplicada para resolver um problema antigo de saúde pública na Aldeia, que são os cães vadios; Houve durante anos mais cães que habitantes, o Estado tem tantos Institutos e Observatórios pago com os nossos impostos criava mais um para resolver o problema, talvez quando os ditos tiverem direito de voto.
É frequente as pessoas terem que ziguezaguear nas ruas da Aldeia para não tropeçar nos (presentes) deixados pelos citados animais.
Nesta situação o coração não pode falar mais alto que a razão, sob pena de imperar uma anarquia canina.
Comprei vários sacos de ração para a Neca, recentemente falecida, foi uma cadela com uma taxa de fecundidade extraordinária daí a sua enorme prole e o problema.
Renovo o meu desacordo na fórmula utilizada.
Fernando Jorge Mendes

Anónimo disse...

Fernando Jorge: obrigada pelo "desacordo" :-)
Mas, já agora, e no que respeita à anarquia canina: não será pior ziguezaguear entre os presentes que nos deixam os nossos governantes???
- São muito mais dolorosos. E ainda ninguém se lembrou de lhes pôr veneno na comida...
Somos muito fortes com os fracos e muito fracos com os fortes. Isto é, nós, os seres ditos "humanos" somos muito cobardes.
Que São Francisco de Assis nos ilumine.
Uma injeção letal, feita por um médico veterinário, teria resolvido o problema, sem o sofrimento dos pobres animais, que são apenas lobos que o bicho homem domesticou para o servir.
Maria Eduarda

Anónimo disse...

Aquela maravilha dava pelo nome de Neca?
Nem sabia que tinha nome...
Como somos desumanos!

Cris Matos disse...

Infelizmente continua a existir o problema de quem trata os assuntos através da cobardia e do cinismo e não consegue enfrentá-los de frente e cara-a-cara. Para os cobardes e que infelizmente os há e, muitos, é mais fácil encontrar soluções «silenciosas» e matreiras e sem qualquer ética e dignidade, pelas costas, pelo silencio da noite e contra os inocentes, neste caso os animais que tão dedicados e amigos são do ser humano. Gente sem escrúpulos!!!
Cristina Matos