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sábado, 6 de março de 2010

Promiscuidade


Li este texto ,e não resisti de o transcrever aqui,porquê? bom, na realidade a minha formação académica é eminentemente de natureza técnica ,e nem sempre tenho a capacidade de, por palavras, expressar o que me vai na alma, e porque me identifico na essência, com esta visão,decidi publicá-lo dando uma pequena ajuda na sua visibilidade e fazendo dele as minhas palavras,espero que o" Jumento "não leve a mal... 


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"PROMISCUIDADE
Cada vez mais me enoja a promiscuidade na capital deste país, um pequeno grupo de gente que se auto-designa de elite, nascidos na classe média da administração salazarista e que hoje domina uma boa parte da vida. São jornalistas, são deputados, são jurisconsultos, são consultores das mais variadas artes, são comentadores televisivos, são gente que nunca teve dificuldades na vida, a quem para arranjar um emprego para um filho basta um telefonema, para comprarem um carro novo basta uma cunha para mais uma avença. Se foram apanhados na declaração de IRS telefonam ao fulano tal, se precisam de uma operação no hospital passam à frente da fila de espera, resolvem todos os seus problemas com um mero telefonema, são um verdadeiro grupo mafioso assente numa imensa rede de contactos, de compadrios assentes na troca de valores.
Esta gente não tem cor política, não tem ideologia, não tem princípios, não tem o mais pequeno respeito pelo povo que os alimenta e enriquece, de manhã são jornalistas e à noite bloggers, num dia são magistrados e no outro juízes desportivos, se estão na oposição coleccionam avenças, quando beneficiam do poder vão para administradores de empresas públicas, ora são assessores de líderes partidários, ora são directores de jornais. Esta gente não imagina o que é viver com o ordenado mínimo, nunca estiveram em terra a esperar o regresso de um pai que está no mar debaixo de um temporal, não sabem quanto humilha estar numa fila de desempregados, não imaginam o que se sofre quando se tem de alimentar filhos sem ter dinheiro, não sabem o que é mandar um filho para a escola sem o pequeno-almoço. Não sabem, não imaginam, nem querem saber, têm o maior do desprezo pelo povo cuja opinião gostam de manipular. No entanto ganham rios de dinheiro a comentar nas televisões sobre a melhor forma de resolver os problemas do país e dos portugueses.
Andam por aí a alardear grandes currículos, são ilustres jurisconsultos, jornalistas de primeira água, comentadores televisivos, sentem-se superiores aos que tanto usam nos seus discursos de conveniência. Queixam-se da crise mas ganham com ela, propõem sacrifícios para os outros mas multiplicam a sua riqueza, preocupam-se com a iliteracia mas olham para os outros com o desprezo e incomodam-se pela falta do perfume a 100 euros, há décadas que propõem novas soluções e o resultado é aquilo que se vê.
Cada vez sinto mais nojo desta elite que julga que todo o poder eleito pelo povo lhes deve prestar vassalagem, estão convencidos de que só os “bem falantes” têm direito a expressar as suas opiniões, que julgam que o povo que vota é uma imensa borregada que lhes deve perguntar onde devem votar, que acham que podem fazer e desfazer qualquer político.
É tempo de dizer não a esta imensa promiscuidade disfarçada de bons princípios. É preciso dizer não a esta gente, denunciá-la, combatê-la, antes que passemos a sentir nojo do próprio país. Portugal não é esta seita de proxenetas de gravata Hermes, que se instalou no poder da capital para viver à custa do subdesenvolvimento do país. O meu país é o meu povo e esse é eticamente muito superior a esses canalhas, é gente que sua por cada tostão de ganha, trabalhadores que tiram dos seus filhos os impostos que alimenta essa elite da treta, empresários que todos os meses lutam para que as suas empresas consigam pagar os ordenados dos trabalhadores no fim do mês."

(Texto retirado do blogue "O Jumento")

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O "Região de Leiria " no Singral...

De uma maneira geral quando saem notícias nos jornais, nós não estamos muito habituados a ver e conhecer os seus autores,aqui as coisas acontecem de outra maneira.
Tentámos, ainda que de uma forma muita sucinta,fazer com que os autores da reportagem fossem eles próprios protagonistas da mesma...aqui a Sandra teve um cuidado especial em aconchegar-se no canto mais próximo da lareira...enquanto o Dâmaso gesticulando e tentando obter os melhores ângulos com a sua pesada objectiva não tinha tempo sequer para sentir o frio...esperamos sinceramente que á parte a missão de trabalho,também lhes tenha agradado visitar este "lugarejo",esperamos voltar a ver-vos mas fora do horário de trabalho.

O Singral na imprensa regional (Região de Leiria)




Clique aqui e leia a notícia completa,páginas 10-11

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Consequência

"É  impossível levar o pobre à prosperidade através
de legislações que punem os ricos pela prosperidade.
Por cada pessoa que  recebe  sem  trabalhar,  outra pessoa
deve trabalhar sem receber.
O governo não pode dar para alguém aquilo que tira  de outro  alguém.  
Quando metade da população entende a ideia de que
não precisa trabalhar, pois a outra metade da população  
irá  sustentá-la,  e  quando  esta  outra  metade entende
que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira  
metade,  então  chegamos  ao  começo  do  fim  de  uma nação".  


Adrian Rogers, 1931

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Uma história...

Talvez porque goste de me sentir completa relativamente ao ser humano que sou, sinto um carinho muito especial por crianças, por velhos, por todos os animais, por árvores, enfim, pelos seres vivos que partilham comigo este belo planeta azul.

Nesta rota dos afectos, aconteceu-me, diversas vezes, ao longo da vida, repartir o coração com algumas crianças e animais que vagueavam por aí, sem eira nem beira, olhar amedrontado, à espera de um abraço amigo.

Tanto quanto me deu para perceber, ganhei muito mais do que o pouco que lhes dei.

A Antonieta, muitas histórias teria para vos contar sobre este assunto. Mas, hoje, porque a “novidade” a amedrontou e estarreceu, vem trazer-vos uma história muito recente e autêntica que sentiu absoluta necessidade de transmitir:

Conheço uma mãe solteira com dois filhos que, há mais de trinta anos, acompanho e que, como será de calcular, tem comido o pão que o diabo amassou para os criar. Deu-lhes um curso superior, apesar dos pesares…

Como um destes “rebentos” se perdeu, entretanto, pelas difíceis estradas da toxicodependência, recorreu a mim para que ajudasse. Lembrei-me que, melhor do que alguns euros, que logo serviriam para comprar mais umas doses, seria melhor recorrer ao saquinho do pecúlio que, sempre que me é possível, vou acrescentando com algumas peças de ouro “para o que der e vier”.

Deixando de parte, como é óbvio, alguma jóia de família, optei por um fio de ouro adquirido em Guimarães, num ourives credenciado, há cerca de dez anos, pelo qual tinha pago cerca de 20 contos (100€).

Pelo que se tem ouvido dizer, o ouro terá subido, desde então, pelo menos, duzentos por cento. Assim, quanto a mim, este fio de ouro, seria vendido por cerca de 400€, caso esta mãe o considerasse necessário para o sustento da família.

Porque precisava de sair para fazer umas compras, aproveitei a ocasião e levei comigo a referida jóia. Dirigi-me ao super-mercado da zona, comprei alguns detergentes, pão, café e leite, paguei uma conta de 52€ e, no regresso a casa, reparei que havia uma casa de grande aparato, com bem visível publicidade de compra de ouro – vidros foscos, como convém a estas coisas que preservam a intimidade do cliente, etc. etc.

Dentro, num pequeno balcão, uma “senhora” de aspecto sofisticado (como calculo que também convenha), recebeu-me muito bem, tendo referido, certamente por acaso, que percebia perfeitamente que estava perante uma pessoa de bem. Não sei como essas coisas se percebem à primeira vista... (mas, adiante!). Não me pediu identificação, não me pediu a prova de compra, nada!

Pegou na sua balancinha electrónica – foi a primeira vez na minha vida que assisti a um “ourives” usar este tipo de balança – e, depois de descobrir o “contraste”, o que fez com alguma dificuldade – disse:

- bom, vou fazer-lhe um preço especial: 49€!!!

Nem vou maçar-vos com alguns pormenores da conversa que dariam uma verdadeira anedota, se o motivo tivesse graça. Digo-vos apenas que me despedi e saí por aquela porta fora a uma velocidade inimaginável.

Hoje, a Antonieta, trouxe-vos esta história para contar, na esperança que sirva, pelo menos, para alertar alguém que tenha alguma reserva de ouro em casa.

Os tempos estão difíceis para todos. Vemos, ouvimos, lemos e não podemos ignorar que há por aí uns senhores governantes que nos andam a enganar. Não será mentira. Mas, além de necessitarmos ter muito cuidado com os os gatunos oficiais e com aqueles que nos roubam a carteira em plena avenida à luz do dia, precisamos, também, de estar muito atentos àqueles que estão a aproveitar estes tempos de penúria, usando os seus “estabelecimentos legalizados” para nos levarem o resto, isto é, aquilo que pensávamos ser a nossa segurança para os tempos piores!

Já agora, sempre vos digo, como tem chovido e há por este país fora muita ervinha, não se preocupem com a Antonieta. Por enquanto, ela há-de sobreviver (enquanto não vier a secura do verão e tiver de comprar uns fardos de palha…)

Abraços solidários