Singral Cimeiro - Campelo (Figueiró dos Vinhos) - (Latitude 40.0408) (Longitude 8.23927) Altitude 673 Mts. -

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O "Região de Leiria " no Singral...

De uma maneira geral quando saem notícias nos jornais, nós não estamos muito habituados a ver e conhecer os seus autores,aqui as coisas acontecem de outra maneira.
Tentámos, ainda que de uma forma muita sucinta,fazer com que os autores da reportagem fossem eles próprios protagonistas da mesma...aqui a Sandra teve um cuidado especial em aconchegar-se no canto mais próximo da lareira...enquanto o Dâmaso gesticulando e tentando obter os melhores ângulos com a sua pesada objectiva não tinha tempo sequer para sentir o frio...esperamos sinceramente que á parte a missão de trabalho,também lhes tenha agradado visitar este "lugarejo",esperamos voltar a ver-vos mas fora do horário de trabalho.

O Singral na imprensa regional (Região de Leiria)




Clique aqui e leia a notícia completa,páginas 10-11

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Consequência

"É  impossível levar o pobre à prosperidade através
de legislações que punem os ricos pela prosperidade.
Por cada pessoa que  recebe  sem  trabalhar,  outra pessoa
deve trabalhar sem receber.
O governo não pode dar para alguém aquilo que tira  de outro  alguém.  
Quando metade da população entende a ideia de que
não precisa trabalhar, pois a outra metade da população  
irá  sustentá-la,  e  quando  esta  outra  metade entende
que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira  
metade,  então  chegamos  ao  começo  do  fim  de  uma nação".  


Adrian Rogers, 1931

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Uma história...

Talvez porque goste de me sentir completa relativamente ao ser humano que sou, sinto um carinho muito especial por crianças, por velhos, por todos os animais, por árvores, enfim, pelos seres vivos que partilham comigo este belo planeta azul.

Nesta rota dos afectos, aconteceu-me, diversas vezes, ao longo da vida, repartir o coração com algumas crianças e animais que vagueavam por aí, sem eira nem beira, olhar amedrontado, à espera de um abraço amigo.

Tanto quanto me deu para perceber, ganhei muito mais do que o pouco que lhes dei.

A Antonieta, muitas histórias teria para vos contar sobre este assunto. Mas, hoje, porque a “novidade” a amedrontou e estarreceu, vem trazer-vos uma história muito recente e autêntica que sentiu absoluta necessidade de transmitir:

Conheço uma mãe solteira com dois filhos que, há mais de trinta anos, acompanho e que, como será de calcular, tem comido o pão que o diabo amassou para os criar. Deu-lhes um curso superior, apesar dos pesares…

Como um destes “rebentos” se perdeu, entretanto, pelas difíceis estradas da toxicodependência, recorreu a mim para que ajudasse. Lembrei-me que, melhor do que alguns euros, que logo serviriam para comprar mais umas doses, seria melhor recorrer ao saquinho do pecúlio que, sempre que me é possível, vou acrescentando com algumas peças de ouro “para o que der e vier”.

Deixando de parte, como é óbvio, alguma jóia de família, optei por um fio de ouro adquirido em Guimarães, num ourives credenciado, há cerca de dez anos, pelo qual tinha pago cerca de 20 contos (100€).

Pelo que se tem ouvido dizer, o ouro terá subido, desde então, pelo menos, duzentos por cento. Assim, quanto a mim, este fio de ouro, seria vendido por cerca de 400€, caso esta mãe o considerasse necessário para o sustento da família.

Porque precisava de sair para fazer umas compras, aproveitei a ocasião e levei comigo a referida jóia. Dirigi-me ao super-mercado da zona, comprei alguns detergentes, pão, café e leite, paguei uma conta de 52€ e, no regresso a casa, reparei que havia uma casa de grande aparato, com bem visível publicidade de compra de ouro – vidros foscos, como convém a estas coisas que preservam a intimidade do cliente, etc. etc.

Dentro, num pequeno balcão, uma “senhora” de aspecto sofisticado (como calculo que também convenha), recebeu-me muito bem, tendo referido, certamente por acaso, que percebia perfeitamente que estava perante uma pessoa de bem. Não sei como essas coisas se percebem à primeira vista... (mas, adiante!). Não me pediu identificação, não me pediu a prova de compra, nada!

Pegou na sua balancinha electrónica – foi a primeira vez na minha vida que assisti a um “ourives” usar este tipo de balança – e, depois de descobrir o “contraste”, o que fez com alguma dificuldade – disse:

- bom, vou fazer-lhe um preço especial: 49€!!!

Nem vou maçar-vos com alguns pormenores da conversa que dariam uma verdadeira anedota, se o motivo tivesse graça. Digo-vos apenas que me despedi e saí por aquela porta fora a uma velocidade inimaginável.

Hoje, a Antonieta, trouxe-vos esta história para contar, na esperança que sirva, pelo menos, para alertar alguém que tenha alguma reserva de ouro em casa.

Os tempos estão difíceis para todos. Vemos, ouvimos, lemos e não podemos ignorar que há por aí uns senhores governantes que nos andam a enganar. Não será mentira. Mas, além de necessitarmos ter muito cuidado com os os gatunos oficiais e com aqueles que nos roubam a carteira em plena avenida à luz do dia, precisamos, também, de estar muito atentos àqueles que estão a aproveitar estes tempos de penúria, usando os seus “estabelecimentos legalizados” para nos levarem o resto, isto é, aquilo que pensávamos ser a nossa segurança para os tempos piores!

Já agora, sempre vos digo, como tem chovido e há por este país fora muita ervinha, não se preocupem com a Antonieta. Por enquanto, ela há-de sobreviver (enquanto não vier a secura do verão e tiver de comprar uns fardos de palha…)

Abraços solidários